Quem Somos  |  Nosso Produtos  |  Contatos

  • Licores Oiram

    Licor 375ml




    Licor 500ml




    Licor 50ml
  • Geleias Oiram

    Geleia 240ml




    Geleia 40ml
  • Bombons e Balas de Chocolate Oiram

    Bombons




    Balas
  • Kits Personalizados

    Kits Personalizados
  • Molhos de Pimenta Oiram

    Molho de Pimenta
  • Vinho de Cupuaçu Oiram

    Vinho
  • Conheça-nos

    O desembarque de Mário Oiram em Manaus ocorreu em 1996. O pesquisador veio ao Estado para ficar seis meses e contribuir para a modernização administrativa do município de Itacoatiara, aplicando as experiências de Diretor Administrativo da Secretaria de Estado de Saúde do Estado do Paraná era a meta a ser atingida Os primeiros seis meses, apesar de cumprida a tarefa, foram prorrogados por mais seis. A experiência de conviver com o calor humano amazonense fez, como diz o poeta, ver o Amazonas nascer em Mário Oiram. A paixão pela natureza, o espírito empreendedor herdado do pai e a criatividade da mãe foi uma combinação determinante para o encerramento de uma carreira bem-sucedida de advogado para uma aventura nos sabores amazônicos. No ano de 1997, Mário realizou pesquisas em parceria com o Inpa e a Faculdade de Farmácia e com a ajuda de sua inseparável companheira Adélia Menezes, sobre os frutos e alimentos consumidos pelo amazonense.

    Mário se encantou pelo cupuaçu, tucumã, araçá-boi e açaí. Se emocionou com o boi Caprichoso e decidiu: É aqui que quero viver, é aqui que vou traçar uma nova estrada, abrindo novos caminhos. As pesquisas de mercado indicaram que não havia nenhum produto alimentício regional produzido em escala industrial e ofertado ao mercado local e externo.

    A origem de Mário (Curitiba) despertou a ideia de produzir bombons de chocolate com recheio de geleias de frutas amazônicas, produto ainda inédito. "Vamos vestir com roupa de baile os produtos com frutas regionais", afirmou o empreendedor.

    Em julho de 1998, aos 52 anos de idade, na cozinha de sua residência na rua Peru – cj. Eldorado, iniciou a primeira produção de bombons de chocolate com recheios de geleias de frutas amazônicas.

    Feito o primeiro lote de bombons de cupuaçu, araçá-boi, açaí e castanha surgiu a pergunta: Como testar a aceitação do produto? Adélia sugeriu: vamos decorar uma caixa de isopor com os adesivos da marca e ofertar na confeitaria Delicias da Tia Tetê, que era a mais famosa naquele tempo. E assim munidos com a embalagem contendo cinco pacotes com 100 unidades desceram do ônibus na Djalma Batista, em frente ao Restaurante Palazzolo e seguiram à rua Rio Jutaí. Na frente da elegante loja, um impasse. – Caboca (assim ele chama carinhosamente sua companheira), se a confeitaria faz seus próprios doces, porque iria querer adquirir os nossos bombons? Determinada Adélia afirmou: o máximo que pode acontecer é ela dizer não quero, e isso não dói nada. – "Vai doer muito", pensou Mário.

    Bom dia! Queremos falar com Dona Tetê, falou Adélia para uma senhora com "cara de poucos amigos". – Estás a falar, respondeu com forte sotaque português. – É que estamos fazendo bombons regionais e queríamos saber se a senhora tem interesse em comprar. Aquela senhora olhou o casal com frieza, sem demonstrar o menor interesse. Mário ameaçou sair, Adélia continuou – A senhora não gostaria de experimentar um bombom de araçá-boi? – Que raios e este araçá-boi? tem gosto de quê, perguntou. – Ora, gosto de araçá-boi, Adélia afirmou.

    Com um sorriso ofereceu, experimente este. Dona Tetê pegou, ainda séria, olhou, cheirou, desembrulhou lentamente, consumiu a metade do bombom em uma única mordida. Saboreou lentamente e, sem fazer nenhum comentário, se dirigiu até uma portinha que ligava a loja à cozinha e gritou: Maria, vem aqui e chama a Joaquina. O casal estava mudo, não havia nenhuma expressão de aprovação de Dona Tetê. Os segundos que demoraram até as funcionárias atenderem ao chamado pareceram demorar horas.

    - Maria, conheces araçá-boi? -Não! – Pois fiques sabendo que tem gosto de araçá-boi, pois não? A gargalhada descontraída de Maria contagiou todos, inclusive Dona Tetê que sorriu pela primeira vez. Menina, deixa eu experimentar um de cupuaçu, também de açaí. Joaquina, que me diz deste de castanha?

    E assim teve início uma degustação que parecia não ter fim. Será que esta senhora vai nos dar o primeiro prejuízo, além de comer ainda chamou os funcionários, pensou Mário já meio aborrecido. Agora era ele que estava com cara de "poucos amigos". Menina, quanto custa cada balinha desta? Cinquenta centavos, senhora. – E quantos tem aí? Tem 500, quer dizer, havia 500 bombons. – Hum… e quanto custa esta caixinha? Se a senhora ficar com todos, pode ficar com a caixa.

    - Então pode deixá-la e traga outra semana que vem! Mário engoliu em seco, o sorriso, meio amarelo, voltou a seu rosto. Saíram do local, viraram a esquina, na rua Acre, longe do olhar de dona Tetê e se abraçaram demoradamente. Era uma emoção indescritível. – Será que um dia teremos uma loja linda como essa minha Caboca? – Se Deus assim desejar teremos, meu velho.

    Assim, nasceu a empresa. O produto por ser inovador em pouco tempo estava a venda nas lojas de conveniência, hotéis e confeitarias da cidade. No ano de 2002, a empresa se instalou no Aeroporto Eduardo Gomes em um quiosque que permanece até hoje.

    Passados alguns anos, a empresa precisou de mais espaço, ocupou a sala, depois a garagem e finalmente teve que se transferir para outro local maior no mesmo bairro. A criação de novos produtos, como licores, geleias e embalagens artesanais levou a uma conclusão: haviam errado nos cálculos, aquele novo espaço já havia ficado pequeno. Era urgente encontrar um imóvel que comportasse toda  a linha de produção e ainda um Show Room ou loja de fábrica.

    Num dia chuvoso, em maio de 2007, Mario casualmente passando pela rua Rio Jutaí, viu uma placa de aluguel. O empreendedor telefonou e a corretora disse, estou bem próximo, se quiser vou mostrar o imóvel. A casa era perfeita. Ampla, com estrutura de cozinha e demais dependências e ainda um belo salão para loja. Sem consultar sua companheira Mário o alugou. – Caboca, achei um local para nossa fábrica, já aluguei? Como alugou? Nem me mostrou! – Já estou passando aí para te mostrar. Mário desceu pela rua Acre, estacionou o carro onde haviam se abraçado na primeira venda em 1998 e seguiram a pé até a antiga Confeitaria Delicia da Tia Tetê. Deus existe, exclamou Mário emocionado.

    A loja ainda permanece neste endereço, mas a fábrica está estabelecida no Dimpe Distrito Industrial de Micro e Pequenas Empresas em sua unidade fabril com 600 metros quadrados, onde são desenvolvidos novos produtos, como molho de pimenta murupi, molho de pimenta de cheiro. Há ainda no local um Show Room muito visitado por turistas e amazonenses para adquirir produtos direto da fábrica.

    A empresa venceu o Prêmio PQA 2005 (Prêmio Qualidade Amazonas) sendo a primeira microempresa a receber esta premiação outorgada pela Federação das Indústrias do Amazonas. Em 2006 Adélia recebeu o premio Mulher de Negócios do Sebrae em 2007, em 2012 concorreu e venceu os Premio SESI (troféu ouro) na categoria Sustentabilidade e, mais uma vez, o PQA.

    O grande salto da empresa ocorreu em 2010, com o apoio da FAPEAM, por meio do Pappe Subvenção, que proporcionou a oportunidade à empresa de desenvolver um novo produto, o Vinho de Cupuaçu.  Em 2012, já sob um novo edital da FAPEAM, o do Pappe Integração, a empresa iniciou pesquisas sobre lanches com insumos amazônicos, destinados à merenda escolar e canteiro de obras. Estes dois novos produtos solidificaram a empresa e geraram patentes, o que proporcionou aumento de emprego e renda tanto na região urbana como na rural da cidade.

  • Contatos da Oiram Chocolates

    DIMPE – Distrito Industrial de Micro e Pequenas Empresas Ozias Monteiro
    Avenida do Turismo s/n Bloco 3
    Unidade Fabril 06 – Tarumã – Manaus
    Telefone: (92) 3584-6525
    E-mail: oiramamazonas@gmail.com