Araçá-Boi O araçá-boi é planta originária na Amazônia Ocidental, medindo cerca de três metros de altura, possuindo a casca lisa escamosa e copa esparsa. Pertencente a família das Myrtaceae, que é a mesma da goiaba e jabuticaba. O Araça-Boi é também cultivada no Peru e na Bolívia. Frutifica de janeiro a maio. O fruto arredondado, de cor amarelada quando maduro, contém muitas sementes e é bastante aromático. O araçazeiro é utilizado em várias aplicações. Seus frutos de sabor delicioso são consumidos ao natural ou usados como ingrediente na produção de doces, sorvetes e bebidas. Suas folhas e os brotos novos fornecem matéria corante. Suas raízes são tidas como diuréticas e antidiarréicas. A casca pode ser utilizada para a aplicação em curtumes. Quanto ao aspecto nutritivo, o araçá-boi possui vitamina A, B, C, além de altas taxas de proteína e carboidratos. A espécie apresenta potencial para conquistar um lugar de destaque no mercado nacional e internacional, principalmente como refresco natural, podendo ainda ser comercializada como polpa congelada ou suco engarrafado.
Açaí NOME POPULAR: Açaí
NOME CIENTÍFICO: Euterpe oleracea Mart
FAMILÍA: Palmae
É uma palmeira altamente ornamental, de múltiplos troncos de até 25 m de altura, levemente curva e apresentando raízes visíveis na base, caule liso. Seus frutos nascem em cachos em número de 3 a 8 por planta. Sua freqüência no Baixo Amazonas chega a tal ordem que produz populações homogêneas. Sua regeneração é extraordinariamente grande mesmo sendo abatida vorazmente pela indústria de palmito. Floresce quase o ano inteiro, porém predominando de setembro a janeiro. A maturação de seus frutos verifica-se durante a maior parte do ano, com maior intensidade nos meses de julho-dezembro.
Os frutos são muito apreciados pela população amazônica para fabrico do vinho do açaí, que é um complemento alimentar bastante popular. O palmito é também muito apreciado, porém utilizado principalmente pela indústria de conservas.
Bebida extraída do pequeno fruto do açaizeiro, palmeira de porte esguio que chega a alcançar 30 m de altura e que produz cachos com dezenas de caroços (frutos) redondinhos. De cor arroxeada, a bebida é assim extraída: colocam-se os caroços do açaí de molho na água para amolecer a casca fina que os reveste. Em seguida os caroços são amassados com água em alguidar de barro ou máquina própria, coando-se então a mistura em peneiras especiais para que se obtenha um líquido roxo, espesso e de sabor característico incomparável. Toma-se gelado com açúcar, farinha de tapioca ou farinha-d'água. Há quem o aprecie sem açúcar. É nutritivo e refrescante. É também delicioso no preparo de sorvetes, licores, mousses, etc.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: No Brasil ocorre no Pará, Amazonas, Maranhão e Amapá, principalmente no estuário do Rio Amazonas.
HABITAT: Terrenos alagados e várzeas úmidas.
Cupuaçu As sementes de cupuaçu, por seu alto teor de gordura, prestam-se à fabricação de chocolate e já foram utilizadas para esse fim, em lugar das sementes de cacau. Por esse emprego, o cupuaçu recebeu no passado nomes como cacau-do-peru e cacau-de-caracas. Pertencente à família das esterculiáceas e ao mesmo gênero do cacau-verdadeiro, o cupuaçu (Theobroma grandiflorum) é uma árvore de porte médio, nativa da Amazônia, que passou a ser cultivada em quase todo o Brasil, exceto nos estados do sul. Os galhos são longos e grossos, mas flexíveis. As folhas, muito grandes, chegam às vezes a cinqüenta centímetros de comprimento. As flores, de coloração vermelho-escura, brotam dos galhos e se dispõem em panículas ou cachos compostos. O fruto do cupuaçu mede cerca de 15cm de comprimento por dez de diâmetro. Tem a casca marrom, lenhosa e enrugada, e encerra numerosas sementes envoltas em polpa branca, muito utilizada na produção de refrescos, sorvetes e doces, comuns em vários estados, mas típicos do Pará. A multiplicação do cupuaçu se faz por sementes. Os pés começam a frutificar, em geral, por volta do oitavo ano.
Buriti Pertencente a família das palmáceas, o buriti (Mauritia vinifera e M. flexuosa) predomina numa extensa área que cobre praticamente todo o Brasil central e o sul da planície amazônica. Espécie de porte elegante, seu caule pode alcançar até 35 m de altura. Folhas grandes, formam uma copa arredondada. Flores de coloração amarelada, surgem de dezembro a abril. Seus frutos em forma de elipsóide, castanho-avermelhado, possuem uma superfície revestida por escamas brilhantes. A polpa amarela cobre uma semente oval dura e amêndoa comestível. Frutifica de dezembro a junho. O buriti vive isoladamente ou em comunidades, que exigem abundante suprimento de água no solo. Por esta razão, terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, onde se destacam, são indício seguro de que por ali existe um curso d'água. Por onde passam, são as águas que carregam e espalham as sementes da palmeira buriti. O buriti possui várias utilidades, dentre elas a produção de uma bebida conhecida por "vinho de buriti". Da polpa de seus frutos é extraído um óleo comestível que possui altos teores de vitamina A. Esse mesmo óleo também é utilizado contra queimaduras, por possuir um efeito aliviador e cicatrizante. Além disso, a polpa é muito utilizada para a produção de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitamina C.
Tucumã Fruto do tucumanzeiro, palmeira que chega a alcançar 10m de altura. Essa palmeira produz cachos com numerosos frutos de formato ovóide, casca amarelo-esverdeada e polpa fibrosa, amarela, característica, que reveste o caroço. Muitas outras frutas típicas do Pará enriquecem esta relação, embora não tenham consumo tão acentuado como as anteriormente citadas: uxi, umari e bacuri-pari. Tantas outras têm incidência em todo o Brasil ou em apenas algumas regiões, não sendo exclusividade paraense: mangas, buriti, jenipapo, ingá, graviola, abricó, taperebá-do-sertão, goiaba, jaca, tamarindo, sapoti, carambola, mari-mari, abacaxi, biribá, etc.


























|